sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Quando o azar bate à porta

Há jogadores que parece não terem nascido para jogar futebol, que apesar de reunirem tudo aquilo que faz um bom profissional, dificilmente conseguem triunfar.

Jorge Andrade é um desses jogadores.

Um central promissor, para muitos dos melhores da sua geração. A dupla perfeita para Ricardo Carvalho.

Começou a dar nas vistas no Estrela da Amadora, e em 2000 desperta, invarivavelmente, a atenção dos olheiros do Futebol Clube do Porto onde brilhou durante 2 épocas.

Ao regressar do Mundial da Coreia em 2002, apesar do interesse de outros clubes europeus, é o Deportivo que entrega 13 milhões de Euros aos cofres de FCP para a aquisição dos direitos desportivos de Jorge Andrade.

Parecia tudo encaminhado para uma carreira recheada de sucessos, após 4 épocas e algumas lesões pelo meio, chegamos ao Mundial de 2006 na Alemanha que acaba por falhar por lesão grave.

Em 2007, e apesar de tudo, a renascida Juventos apresenta uma proposta de 10 milhões de euros que leva Jorge Andrade para Turim.

Após os primeiros jogos, mais uma lesão impedem a sua participação no Euro 2008.

Ao fim de 2 anos ao serviço da Juventos, com poucos jogos realizados, os italianos rescidem contrato unilateralmente, sem grande margem para censuras...

Nestas situações olhamos sempre mais às questões sociais, mas o que é facto, é que nos dias de hoje perante sociedades onde o móbil é sempre económico e financeiro, parece não restar muito espaço para a compreensão.

Boa sorte Jorge

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